quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Contextualizando

Escrevi semana passada o texto Por causa do Arthur Bispo do Rosario
Aí pra contextualizar segue uma biografia poética do artista.
É bem provável que ninguém entenda nada, o que é melhor, porque aí talvez alguém possa procurar saber sobre, o que é altamente recomendado.

Quando a transparência faz brilhar
Bispo do Rosário, um homem cheio de cores que queria ficar transparente para subir ao céu.
Céu que é azul como a cor do uniforme que usou por tantos anos no manicômio.
Manicômio onde produzia obras desconstruindo uniformes.
Mesmo sem querer ser artista reconstruiu o mundo em miniaturas.
Como curador de sua obra foi pai dos seus trabalhos aconselhando e protegendo.
Um cavalheiro, que acreditava ser divino.
Sem preocupações com questões materiais, mas com o julgamento final. Quando poderia finalmente conhecer o mundo que criou.
Do passado mantinha a força que o boxe trouxe, fosse para jejuar, ou para temer a própria força.
Na sua esquizofrenia mantinha o corpo limpo, brilhava!
Não se considerava louco, se comparava ao beija flor que nunca pousava, ficava sempre a dois metros do chão.
Só era gente quando produzia, só assim se sentia transparente.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Três-inhos

A angustia é porque quero fazer arte
Que é outra coisa, outra

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Ôu! O saco de lixo precisa ser grande, e resistente,
pra caber toda zona de conforto. Essa vadia.

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Ai acho que o martelo que pode quebrar o óbvio não se compra.
Infelizmente.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Por causa do Arthur Bispo do Rosário

Meu manto é a descoberta.
Sagrado pra mim é a curiosidade, a mentira, ou melhor, o que está por trás da verdade, em baixo do manto, junto da loucura.
Como Pandora que não pôde resistir a caixa vou tateando pelo que não conheço.
Descobrir.
Como quem ora no altar.
Como quem rima na poesia.
Como quem não conhece, e não conhece mesmo, outro meio para se sentir vivo.
Descoberta.
Lugar onde gosto de ir, porque mora com o encanto, usa um perfume inebriante e acompanhada da metáfora diz, fingindo não dizer.
E mostra, o tempo todo mostra, porque é uma janela aberta.
A tal descoberta.

Manto da anunciação - Authur Bispo do Rosário

sexta-feira, 22 de julho de 2011

São quatro. Mas micro

Nem o cílio postiço queria ficar com a garota.
Rebelde, pulava de um dos castanhos.
Solidão também é isso,
O negócio não vai nem com cola.


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Pensei que fosse um soco no estômago.
Mas não, era só uma dose de decepção.


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Do que sinto falta?
De um bom português
Daqueles que abrem a porta do concurso
E puxam pra você a cadeira da aprovação
Sim prático. Sem essa de romantismo


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Quando a porta do carro cacetou meu polegar, lamentei.
Não só pelo chato latejar, mas pelo esmalte velho,
Que está aqui sem enfeitar o dedo desfigurado, que nada pode tocar.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Retorno?

Têm meses que não publico nada por aqui (além de um bando de divulgações necessárias), mas ainda não desisti de escrever com alguma frequencia, por isso não dei maiores explicações nem fiz despedidas, aliás, não quero me despedir desse espaço. Acho.

E ó, não é porque minha agenda está desatualizada que não tenho o que fazer, nem porque não tenho escrito nada que não tenha pensado, ou ainda que não tenha o que dizer, e a conclusão de hoje é que parece que a rotina me faz falta.
Dá pra acreditar? Louco né?! É uma coisa assim: tenho que ter horários, obrigações e coisas do tipo, aí fujo desse esquema pra escrever alguma coisa. Meio confuso né? Também acho. Mas já que cheguei a essa conclusão vou bolar um plano de enganação, pra mim mesmo, já me engano em outras coisas, nesse caso ao menos será por uma boa causa.

Ó céus! É uma triste conclusão a de que o ócio não me ajuda, mas sou sem vergonha e gosto dele mesmo assim, até quando não é possível.
Mas por hora digo que ainda há uma esperança já que meus rascunhos não caem direto nesse blog. E descaradamente peço (se é que alguém ainda frequenta essa bagaça): Não, não me abandone / não me desespere / porque eu não posso ficar sem você / Ticurupaco, kioiô / Eu sou Muzenza, larauê / Ticurupaco, kioiô / Eu sou Muzenza, larauê.

É isso mesmo estou citando Daniela Mercury, porque uma animação bem esquisita invadiu meu coração, mas ta passando. Espero.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Programação Julho Espaço Cultural Encena

Esse mês têm cinema, leitura dramática, e amanhã 02/07/2001 reestréia Sex Shop Café


terça-feira, 24 de maio de 2011

Sexta têm cinema na Encena


E Domingo:


Vai perder?
É lá no Espaço Cultural Encena
 
Era pra ser Ursula. Design by Exotic Mommie. Illustraion By DaPino