Seu perfume lembra cheirinho de maça, se diverte por aí com artimanhas Amelie Poulan, não fosse assim, não fosse anã, tramaria só em diários. Mas como passa despercebida, quer desequilibrar, desestabilizar, rasteirar, e assim, quem sabe alcançar, com suas curtas torneadas perninhas, alguma coisa assim, além de vingancinhas.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Sobre resoluções ou Pode ser que sim
Para
quem perde as listas todas, não ter resoluções poderia ser uma resolução.
Poderia.
Mas
parece coisa de gente sem perspectiva, sem esperança, sem objetivos.
A
pessoa que quer ser melhor no ano que inicia precisa ter uma listinha de
resoluções. Está decidido.
Coisas inalcançáveis
podem sim constar na lista, porque depois de um ano, caso a fulana não tenha se
perdido, será uma boa piada e, rir de si mesmo é sempre um bom negócio, saída
de emergência próxima, geladinho de limão, que é azedinho, mas também adoça, refresca
e tem pouquíssimas calorias.
Pode
ser que pessoas indecisas demorem para concluir a tal lista. No meu ponto de
vista tudo bem! A gente não precisa mudar tudo, conseguir tudo, melhorar tudo,
iniciar tudo à partir de Janeiro. Janeiro é quente pra danar, o mundo tá meio
de férias, rola uma preguiça e, chegar no carnaval cansado não é recomendado.
Essas
justificativas Flavianescas estão no texto porque é quase 15 de Janeiro e por
aqui nada.
Nada
mirado, nada certeiro, nada faceiro.
Nada
revolucionário, nada power transformador, nada que não seja quase o mesmo.
Aí para garantir um texto com algum fim, faço a tal lista meio assim, sem muito
compromisso, como quem não tem nada com isso, porque cuidar da própria vida, direitinho, não é algo que se resolva assim, vapt vupt, numa teclada só.
Então segue a minha "Listinha pode ser que sim 2015, pode ser que sim":
- Seria maravilhoso parar de deixar as coisas todas pelo caminho. Tá, todas é muito. Reformulando: não deixar ao menos duas coisas, sem conclusão, pelo caminho.
- Dançar e amar mais. Porque quase não tem custo (veja bem, quase), faz bem para pele, para as articulações e da para juntar e farrear com uns corações. Vai dizer que é ruim? Que a vida não é melhor assim? Só no passinho. De dois em dois.
- Resolver o carma acadêmico (ou karma, sei lá, nunca sei qual é o certo), que me persegue há tempos correndo muito mais que eu.
- Entrar ou me livrar das "calças velhas". Apego que não vale a pena.
- Fazer economia para me livrar da miopia.
- Fazer economia para me livrar das dívidas.
- Fazer economia.
- Aprender a nadar? Sério, vários momentos constrangimento por não ter esse conhecimento.
- Ganhar na mega sena vale como meta minha que não depende só de mim? Acho que não né? Reformulando: aprender a jogar na mega sena, para quem sabe, talvez, ficar milionária e, poder fazer tudo certo e errado várias e várias vezes.
- Aprender a jogar no bicho, para quem sabe, talvez, ganhar alguns trocados.
- Ser menos barata tonta acreditadora. Não levo nada na promoção com isso.
- Ir mais ao teatro. É o fim ser atriz e não ver o tanto de espetáculos que não vejo.
- Siiiimmm, continuar indo aos shows preferidos, porque me faz um bem danado.
Uma ideia que pode ser válida é a de uma listinha a cada seis meses, a cada dois meses, a cada três anos, sei lá. Vai do gosto, tempo para isso e organização do listador.
No fim das contas, tô achando, que o que vale é viver sem esperar tanto do ano que é só mais um. E como os outros não manda nada do céu, mal tá mandando chuva. E a enxurrada de expectativas de que algo maravilhoso possa acontecer porque o tempo está passando e é só isso, pode ser tão frustrante...
Concluo (por hoje) essa história de resoluções com a certeza de que, se conseguirmos passar um tempo fazendo o que amamos, nos dedicando a algo em que verdadeiramente acreditamos e nos alimenta, tá valendo. "Só" isso, já é prática de quem está podendo.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Mais do mesmo
Como sou uma pessoa repetitiva,
para 2015 os desejos são parecidos:
Vestidos lindos, mais saldo positivo, nenhuma dor de cotovelo e menos dor de barriga. É bom querer quem me queira também, como canta o Zeca Pagodinho, mas agora que reaprendi, não quero deixar de amar. Tocar o foda-se, que é uma especialidade, quero continuar. Acreditar menos, projetar menos, esperar menos, de coisas e pessoas, vai me fazer bem. O vício do sacolejo no samba, precisa voltar. E no campo gigante e trepidante da arte, o negócio é realizar.
Vestidos lindos, mais saldo positivo, nenhuma dor de cotovelo e menos dor de barriga. É bom querer quem me queira também, como canta o Zeca Pagodinho, mas agora que reaprendi, não quero deixar de amar. Tocar o foda-se, que é uma especialidade, quero continuar. Acreditar menos, projetar menos, esperar menos, de coisas e pessoas, vai me fazer bem. O vício do sacolejo no samba, precisa voltar. E no campo gigante e trepidante da arte, o negócio é realizar.
Como as misses, também desejo a paz mundial, se
ninguém passasse fome nem morasse na rua, seria legal. Paraíso na terra para os
velhinhos e, só brincar e estudar para as crianças, putz, seria lindo! Sério,
se deus fosse eu, rolavam essas coisinhas e, no mundo inteiro barata nenhuma
voaria, porque tá aí uma cascuda covardia.
Aos amig@s, amores, parceir@s,
chegad@s, conhecid@s, à família - de casa e da rua, aos companheir@s todo@s, só
o melhor no próximo ano. Que a gente caia menos, levante sempre e, cada vez
mais rápido, porque o tempo, esse senhor aflito, não espera ninguém .
Obs.: Acho que só uma frase da música aí embaixo têm a ver com o texto, mas é o Zeca né gente, então tá valendo, tendo a ver ou não.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Os velhinhos mandam avisar
Passou dias falando sobre ontem.
O que não fez, quem não viu, o que não pagou, o que não concluiu...
Nessa de só olhar pra trás, não ganhou torcicolo, mas perdeu o trem do tempo, como cantam num samba.
E como mora pra lá de Jaçana (outro samba), quem sabe amanhã.
Quem sabe.
Quem sabe tupã.
Quem sabe se torne mais vilã.
Olhe mais pro hoje, pro umbigo.
Desafie e perigo.
De ser, de estar, no tempo presente.
Esse quase parente, quase próximo, quase íntimo.
Esse rei, especialista, pelo menos do quase.
Que sabe muito do hoje, tem a cópia da chave, mas tem pedido licença.
Pra passar, desfilar, pra entrar.
Deixe o hoje causar.
Efeito algum. Defeito, que seja! Além de quase.
E atenção: as onze. O tal do trem, conforme os velhinhos, passa as onze.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Sobre o que parece sem ser e o que não é mesmo
Quase é tão pior que Nada.
Nada não se apaga, não precisa.
O Quase não, é algo que vira e mexe volta, chuta a porta, sem essa de licença.
O Nada não faz falta, não causa, não impacta.
O Quase suja, é melequento, mal agorento.
Quase é meio praga.
Apagar o Quase dá trabalho, o Quase te segue, te percebe, te assusta.
Nada não custa, não faz com que se cuspa, no copo que bebeu.
É que o Nada não parece que já foi seu.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Sem mandinga, sem soma, bye matemática
Falta de atenção não cura com banho de Manjericão, pena. É que tem aqui na hortinha e como não tenho comido massa, seria útil. Fútil mesmo é pensar que não faz diferença, um oi, recado, um agrado. Bobo de verdade é deixar passar carinho em dia nublado. Senhor São Pedro, mande essa garoa pro ex pseudo namorado? Clarear as ideias, entender os recados... Mais nada não, tô pedindo pouco na oração. Pouco, como tem sido o calor recebido. Sem sorte nesse jogo, sem saber qual é a do peão, qual o bicho do dia na tradução do sonho, vou deixando de apostar. Não arriscando, deixo de errar. Tá, não é assim uma beleza desistir, desfarrear, passinho pra lá. Mas é que par se faz com dois, desde sempre até depois.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
E é de graça essa Exposição
Nêgo acha que é exposição ir por aí pegando sua mão. Filho, né não. Exposição mesmo é o povo que se pega, o povo que se ama, ali pelo metrô. Manja? Chamego de estação? No meio da confusão. Daquela passação, de gente, e de mão. Mesmo com toda aquela iluminação. Abuso não? Fica faltando então, só moldura, caixa de vidro, pra valorizar a apreciação. De quem passa e fica só na butuca. Tem gente que até joga uma uruca. Invejinha né? De quem ama assim em meio ao coletivo, ato de coragem com requintes de estrelismo. As senhoras recatadas dizem: isso é um absurdo. Os caras de rabo de olho pensam: ah se fosse comigo. As minas bonitinhas e sozinhas relutam com o recalque. E seguimos todos, passando rápido, sempre com pressa, sempre atrasados.
É louco, é lindo, semeia esperança, ver que tem gente que tira da balança o peso do relógio, que não nos deixa parar sequer pra amar ou pra se amassar. É legal, um barato, sobe o astral, ver que ainda existe casal, que se pega, que se gosta, que se expõe no meio de toda gente, e que parece ficar contente em mostrar que independente do teto, ou não teto, o que vale é espalhar afeto. Artigo de luxo que pasmem é tão baratinho, e se der pra dar ou receber, mesmo que um pouquinho, vai fazendo do mundo um lugar bem, bem mais bonitinho, gostosinho.
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