quinta-feira, 29 de maio de 2014

Enrosco

Enrosco. Tipo encosto tosco, que não assusta, só vai emaranhando, irritando, ruborizando bochechas, esquentando cabeças.
Enrosco é um saco sacudo, mala pesada de rodinha quebrada, piada de tio desengraçada. Manja? O tio do pavê?
Tem enrosco que não vai, ele não vai, seja no grito, no despacho (Eparrei!), no esculacho.
O enrosco anda na linha do trem, mas não morre o dito, porque existe a tal manutenção.
Salta coração! Pule aí do 9º andar. Só pra aliviar, antes da cara no chão.
E se algo restar do esborracho, reze sim? Por esse descompasso. Suplique aí pela solução. Que venha do céu ou inferno, tanto faz. Companhia do enrosco é que não quero mais.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Alalaô

Não quero chuva, bebida "pôca", saudade que mate. Não quero tontear, vício de errar, carinho a se acabar. Também não quero certezas, tô fora. Vou de sutileza, safadeza. Quero é tatear, pelo escuro claro! Arrepiar, por aqui, aí e lá. Me derramar, assim, bem como não se faz. Não sempre. Quero mais, só do que é gostoso, quero "chêro" e pegada de ursinho carinhoso. Lembra não? Aquele da televisão. E rima boba, de oba, oba, alalaô. Quero é calor no outono, e que não fique morno, por favor, viu? E que fique morno esse Alalaô de Outono!



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Resolução

No geral o problema é que durmo demais...
Passo do tempo, durmo no ponto, só me ligo depois. Sempre atrasada, desligada, ficando pra trás. Perdendo a noção, encarando rejeição, tomando chacoalhão. Né fácil não mermão. O que me salva, às vezes pelo menos, é que sou moça Macedoniense, e tenho dois pés no chão.
Flutuo sim, muito, todo o tempo quase, mas graças, sempre volto pro chão, devido a queda ou por opção.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Pra ficar limpinho?

Vai, varre aqui esse meu chão, com saliva, mão... Deslize, arrisque, ainda que queime. Em troca, sugo, engulo. Teime. Em provocar, arrepiar, experimentar. Teime em molhar. Pernas, dedos, calcinha, como não? Adentre, firmemente, carinhosamente, saia sim? E adentre, e adentre. Entre chêros e apertos, curvas, cabelos, pelos, caetaneando, serpenteando, adentre, saia sim? E adentre. Veja, nada aqui é secreto, nem tão pouco modesto. Nada quer esperar, não precisa espionar, adentre, sai, assim, e adentre. Simples, com mão cheia, chêro fundo, fazendo aqui desse mundo, lugarzinho melhor. Pra passear, repousar, apalpar, saia sim? Assim, e adentre. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Vem ni mim

Ahhhhh o verão...! Que tudo consome, com sua fome de aquecer. Que traz e carrega, brilho, desejo, disposição. Taquicardia ali no coração. Que molha o corpo assim, de dentro pra fora. É luz, muita luz e dá-lhe tesão. De sentir, de querer, assim-assim, bom, gostoso, barato, coisa de língua, de olfato. Eita verão! Que embeleza, faz pensar só em azaração, nessa diversão. Verão de sopro leve, de arrepiar, ali pelo cangote, pela coxa, pelo olhar. Verão que "vem ni mim", e deixa tudo assim nessa de esperar, nessa de gostar, de tentar matar, a tal da fome que não cessa, nem tem tico de pressa, de parar de se alimentar.  

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Na Rematrícula

Me dê prova. 
Prova de que adora o que é pra adorar.
Provo também. 
Respondendo questões alternativas, elaborando redação. 
Provo!
Como num processo seletivo, que só quero estar contigo, em mansão ou caminhão.
Mentirinha, em caminhão não.

sábado, 16 de novembro de 2013

Jururo às vezes

Jururei sem nem saber porque
E mal de dodóizinho é o dito existir sem colinho
Pra consolo de nem sei o quê
Nesse mundo inteiro, por onde serpenteio
Não existe nenhum Você
É, tô pensando nisso
Nesse desperdício
 
Era pra ser Ursula. Design by Exotic Mommie. Illustraion By DaPino