Tentei
te investigar, tá investigar é exagero, saber um pouquinho mais, mas sua vida não
está pela internet. Tentei lembrar como era antes do clique, se é que foi um
clique mesmo, talvez tenha sido uma manivelada, sabe manivela? Tentei afastar
tudo o que não sei sobre você aqui do pensamento, mas afastar e você são coisas
que não quero, não na mesma frase. Quero mesmo é que a gente caiba num guarda
chuva menor, eu seguro um pouquinho, mas você que é gentil e eu gosto muito
disso, pode segurar também. Recomendo uma dança, mais olhares, alguma informação
e talvez um encontro. Planejado, informado, requisitado. É que esbarrar contigo
por aí sem saber por onde é que você anda, não é coisa fácil. E confesso esbarrar não é bem o que quero.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Vixi meu texto
Foi publicado em um "lugar" tão, mas tão especial. Sabe onde? Na página 89 do livro Sarau do Binho. Eita Danado! Vai pensando que é pouca coisa e, que não é emocionante.
Esse Sarau, o do Binho, é um troço tão importante na minha vida, por lá conheci pessoas que passei a admirar imensamente, fiz amigos, reforcei amizades.
Projetos brotaram das mesas do bar, espetáculos saíram acontecendo entre as mesas e de poesias eu nem falo nada porque né?!
E sim, o tal do texto foi publicado aqui nesse Blog abandonado...
Aí vai o bichinho:
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Sem vergonha, rodada e gostosa
Diariamente.
Ela me domina.
Vai chegando devagar.
...De-va-ga-ri-nho.
Se aboleta. E por fim,
Toma conta de mim.
Seduz e aprisiona.
Não deixa que mais nada se aproxime,
Nem divide atenção.
Se ela é bonita?
Acho que não.
Seria um pecado maior se fosse.
Mas nem precisa, ela tem pernas cumpridas.
É sorrateira.
Às vezes desonesta.
E sem vergonha, como ela é sem vergonha.
Não respeita lugar.
Nem liga pra olhares alheios.
Fica a vontade em meio ao coletivo.
Mas não dispensa uma solidão.
Desde que esteja me acompanhando é claro.
Porque é gostosa.
Um defeito, mas gostosa.
E popular, já que todos conhecem.
E fácil, já que vai com qualquer um.
E acessível, porque é gratuita.
E rodada, pois passa na mão de praticamente todo mundo.
Gosto e não gosto dela. Essa sem vergonha, rodada e gostosa.
Dos pecados, um dos preferidos.
Ela:
A preguiça.
Ahhhhhh preguiça!
Aaaaiiii preguiça...
Ela me domina.
Vai chegando devagar.
...De-va-ga-ri-nho.
Se aboleta. E por fim,
Toma conta de mim.
.
Ela é esperta.Seduz e aprisiona.
Não deixa que mais nada se aproxime,
Nem divide atenção.
Se ela é bonita?
Acho que não.
Seria um pecado maior se fosse.
Mas nem precisa, ela tem pernas cumpridas.
É sorrateira.
Às vezes desonesta.
E sem vergonha, como ela é sem vergonha.
Não respeita lugar.
Nem liga pra olhares alheios.
Fica a vontade em meio ao coletivo.
Mas não dispensa uma solidão.
Desde que esteja me acompanhando é claro.
.
Ela quase não me deixou terminar o texto,Porque é gostosa.
Um defeito, mas gostosa.
E popular, já que todos conhecem.
E fácil, já que vai com qualquer um.
E acessível, porque é gratuita.
E rodada, pois passa na mão de praticamente todo mundo.
Gosto e não gosto dela. Essa sem vergonha, rodada e gostosa.
Dos pecados, um dos preferidos.
Ela:
A preguiça.
Ahhhhhh preguiça!
Aaaaiiii preguiça...
Bacana isso tudo. Eu acho. E tenho vontade, do tipo grande, de voltar a passear por aqui... Quem sabe... Quem sabe.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Adeus oh ano cagado
Pensando friamente, sem “polianar”, sem o
recorrente otimismozinho que me acompanha, tem sido uma sucessão de anos
cagados. Mas nada que se compare ao famigerado 2012. Tá a gente sempre vive e
aprende coisas, com sorte cresce em algum sentido, eu sei, mas porra!!!
Eis aí o ano em que aprendi o que é saudade. Entendi
que a dita dói, dentro, fora e em tudo quanto é canto do corpo e, não há em
nenhuma Drogasil remédio pra isso. Aprendi o que é rejeição, que saco não?! E
que pé na bunda pode ser dado com havaianas, às legítimas. Perdi meu pai por
causa de um coração atrapalhado. Na maior parte do tempo não fui salva pelas melhores
canções. Não troquei olhares apaixonados, nem realizei metade do que pensei ter
planejado. Na minha retrospectiva aparece muito o mesmo pasto, aquele onde
sempre empaco. Caminhamos para o fim e eu aqui, não tenho tamborim, carro feio
ou bonito, pele sem marcas, nem nome limpo.
Como vantagem choro mais, ainda faço rimas bobas e não guardo mágoas. Embora não goste de muito do que sinto, sinto. E voltar a sentir pode ser um começo. Tenho aqui dois sambas inacabados e por hora parece ser isso. O fim do ano é isso. Não faço ideia do que está por vir, qual será o novo começo e ó, nem sei se acabei esse texto.
domingo, 14 de outubro de 2012
Diário de Luana 3 ou exercício para tristeza (de novo)
Quando eu nunca mais
te procurar, pode ser que você nem note. Com coragem adoto outro filhote, com
melhor coração. Livre pra sentir e lamber também. Sem tanto talento pra me
esquecer totalmente, diariamente.
Filhotes
de raça custam mais eu sei. Quem manda preferir os vira latas. Esses só se
preocupam com o próprio alimento. Pulam bem de galho em galho, como macacos vão
onde acham que a banana é melhor, mais firme, gostosa, segura talvez. Sim, banana pode entender dessas coisas de segurança, conheço mais de uma assim, não é o meu caso.
Tenho
poucas fotos suas, que não preciso olhar pra lembrar da sua cara de pau. Se eu
fosse boa em esculturas, se tivesse as goivas certas, talharia alguma verdade
nessa sua madeira facial. Venderia ou doaria pra alguma galeria. Seria uma obra
do tipo inacreditável. Ninguém ia comprar, talvez eu mesma, pra te ter de volta
com a cara que esculpi.
Afff...
Ando vendo muitos programas "jornalísticos", aqueles sensacionalistas
das 18 horas. Onde já se viu querer talhar a sua cara?! Melhor pagar
pra que alguém o faça, não deve custar muito, assim minha mãe me vê na TV como
mandante, não como quem executou o crime, menos grave, menos mau, menos pior.
Numa concepção culpa católica mandar fazer é um pecado
menorzinho, onde um pedido de perdãozinho pode resolver.
Minha mãe se preocupa
com essa coisa de pecado. Vivo no inferno há tempos, disso ela não sabe. O que
pode ser pior?
No
inferno todos os dias são iguais, sobra chatice, poeira e enxaqueca. É um
pronto socorro de São Paulo em época de tempo seco, sem inalador pra todo
mundo, muita tosse, falta de ar... No inferno não toca funk carioca e sim música de
elevador pra combinar com o ambiente. Tem um aspirador de pó sempre ligado, que
nunca dá conta do serviço. Um filho da puta ensaia Tuba, uma nota só. E tem um trânsito que não nos deixa chegar a lugar algum.
Vivendo
com todas essas adversidades, ainda tenho tempo pra lembrar que você me
esquece.
Diariamente.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Diário de Luana 2 ou Exercício para tristeza
Pra não sair toda de preto hoje coloquei tênis claros, preto pesa, é o que dizem, vamos culpar alguém. Antes tinha orgulho das minhas pernas, hoje as mostro por rebeldia. Rebeldia na quase meia idade é meio ridículo mas diverte um pouco. Uso shorts curtos e blusas largas, um quase uniforme/esconderijo, que vamos ser honestos não escondem muita coisa, só enganam, ok uma mentirinha aqui, outra ali, tudo certo. As mentiras às vezes são legais, amigas falsas, descaradas, corajosas. Mentiras gostam de fazer companhia, são carentes na verdade. E a verdade vamos assumir pode ser tão chata, antipática, não é aquela visita a quem servimos café e bolinhos de chuva, no máximo água e revolta.
Olhando assim com outros olhos vejo tanta gente triste que compra e segue o relógio pra se confortar. Conforto bom é o do colchão King Size não se engane, braços fortes e lisos também são bons em conforto, mas não em disponibilidade. Podiam vender paixão em pequenos frascos e amor em frascos maiores. Ah que delícia se pudéssemos comprar sorrisos sinceros em bandejas, alegrias em bacias. Supermercado nenhum tem esses produtos. Tontos!
Olhando assim com outros olhos vejo tanta gente triste que compra e segue o relógio pra se confortar. Conforto bom é o do colchão King Size não se engane, braços fortes e lisos também são bons em conforto, mas não em disponibilidade. Podiam vender paixão em pequenos frascos e amor em frascos maiores. Ah que delícia se pudéssemos comprar sorrisos sinceros em bandejas, alegrias em bacias. Supermercado nenhum tem esses produtos. Tontos!
Quem será que inventou essa coisa de sonhar? Besteira tão grande, útil mesmo é ter papel higiênico e lenços umedecidos, poros e cú agradecem.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Diário de Luana ou Exercício para tristeza
Uma pessoa que muito me ama achou que eu ganharia o mundo, que nada, o meu canto é tão, tão pequeno, mal cabe nele meus trecos e tristezas. Meu canto tem cor que não gosto, móvel e tapete que não gosto. Tapete é coisa que nunca gostei, não sei se pela alergia ou chatice que é limpar, escorregar. Alguém que muito me ama um dia achou que eu teria asas, que podia ver além, em vez disso empaquei pra sempre por enquanto, num canto da vida que não é bem iluminado, ensolarado. Houve um tempo em que eu sambava e sorria mais, comprei amarguras em algum camelô, estava barato, ando com elas na bolsa. Pesam, não servem pra nada, mas amargura é nome bonito, vou deixando ficar. Antes o sabor das coisas, das comidas, fazia sentido e não precisavam encher vazios sem fim. No guarda roupa, tralhas e panos que não servem, ficam lá amarelando, pesando, as gavetas começam a despencar com calcinhas, livros e desejos que não uso. Não rezo pra santa que mora na parede do meu canto, pena, talvez ela pudesse escutar, clarear. Um dia quebrei um espelho, foi sem querer, era desses grandes e, durante muito tempo vi pela metade aquela imagem triste. Agora tenho um espelho novo, uma pena também, a imagem triste não tem o mesmo tamanho, ela cresce, graças a pãezinhos e arroz. Se meu canto falasse, diria pra todos que é nele que choro, finjo conversas, romances, carinhos. Fingir carinhos é coisa triste. Tenho vergonha das paredes de cor feia, elas sabem tanto. Quando penso no futuro lembro das asas que não tive e penso na tristeza de quem tanto me ama, por saber que não vou a lugar nenhum.
Os dias parecem atletas, vão correndo pra uma linha de chegada que não tem prêmio nenhum, qual o sentido de tanta pressa? Se não fosse problema dormiria sempre até o meio dia, tentativa de dias menores, correndo ainda mais. O que acontecerá quando os dias acabarem?
Eu poderia fazer algo a noite, algo útil, que orgulhasse quem tanto me ama. O sono sempre demora a chegar... Se não mais acordasse, sentiria falta de pouco? De tudo? Desse nada? Meu pai quis que o fim dele fosse assim, dormindo pra não mais acordar, que nada, foi no meio da euforia, no sacolejo do corpo, coração parou na bagunça. Tenho saudades do meu pai. Ele também tanto me amava? Creio que sim, só amando... Tem pessoas que largam as coisas pelo caminho, não é fácil carregar os sonhos, eles pesam tanto quanto as obrigações. Gente explode?
As bolsas cheias de amargura ficam pelo chão do meu canto, conforto seria muito. Os perfumes acabaram, pena, perfume é coisa que enfeita tanto quanto brincos e sorriso. Um dente pela metade cismou que gosta de aparecer. Quando foi que deixei de ver lado bom das coisas? E de ser o lado bom das coisas, quando foi? Não lembrava como era um chute no traseiro, dói. Não mais que um chute no coração, mas dói. E os dois ao mesmo tempo é pra querer dormir e não mais acordar. O porteiro da noite me chama de senhora, tenho vontade de dizer: foda-se. Mas por aquela que tanto me ama não faço isso, ela é tão educada, manda café para os porteiros. Preciso de óculos e desafios novos, pra querer acordar. Eu quero, quero sim, querer acordar. E garanto isso todas as manhãs, colocando o relógio pra despertar.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
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