terça-feira, 30 de junho de 2009

Entre outras coisas Dieta e Desarranjo - Dia do Tosco 2

Mulher Chorando - Pablo Picasso

Sim, sim, hoje é dia do Tosco novamente. Recebi a tosquice abaixo por email, não sei a fonte e como não resisto postei aqui.


Amiga:

Conforme minha promessa, estou enviando um e-mail contando as novidades da minha primeira semana depois de ser transferida pela empresa para o Rio de Janeiro.

Terminei hoje de arrumar as coisas no meu novo apartamento. Ficou uma gracinha, mas estou exausta. São dez da noite e já estou pregada.

Segunda-Feira:
Cheguei na empresa e já adorei..
Entrei no elevador quase no mesmo instante que o homem mais lindo desse planeta.
Ele é loiro, tem olhos verdes e o corpo musculoso parece querer arrebentar o terno. Lindooooo! Estou apaixonada.
Olhei disfarçadamente a hora no meu relógio de pulso e fiz uma promessa de estar parada defronte ao elevador todos os dias a essa mesma hora.
Ele desceu no andar da engenharia. Conheci o pessoal do setor, todos foram atenciosos comigo. Até o meu chefe foi super delicado. Estou maravilhada com essa cidade. Cheguei em casa e comi comida enlatada. Amanhã vou a um mercado comprar alguma coisa.

Terça-Feira:
Amiga! Precisava contar. Sabe aquele homem de quem falei?
Ele olhou para mim e sorriu quando entramos no elevador... Fiquei sem ação e baixei a cabeça. Como sou burra!
Passei o dia no trabalho pensando que preciso fazer um regime. Me olhei no espelho hoje de manhã e estou com uma barriguinha indiscreta. Fui no mercado e só comprei coisinhas leves: biscoitos, legumes e chás. Resolvido!
Estou de dieta.

Quarta-Feira:
Acordei com dor-de-cabeça. Acho que foi a folha de alface ou o biscoito do jantar. Preciso manter-me firme na dieta. Quero emagrecer dois quilos até o fim-de-semana. Ah! O nome dele é Marcelo... Ouvi um amigo dele falando com ele no elevador. E ainda tem mais: ele desmanchou o noivado há dois meses e está sozinho.
Consegui sorrir para ele quando entrou no elevador e me cumprimentou. Estou progredindo, né?
Como faço para me insinuar sem parecer vulgar? Comprei um vestido dois números menor que o meu. Será a minha meta.

Quinta-Feira:
O Marcelo me cumprimentou ao entrar no elevador. Seu sorriso iluminou tudo! Ele me perguntou se eu era a arquiteta que viera transferida de Brasília e eu só fiz: 'U-hum'....
Ele me perguntou se eu estava gostando do Rio e eu disse: 'U-hum'.
Aí ele perguntou se eu já havia estado antes aqui e eu disse: 'U-hum'.
Então ele perguntou se eu só sabia falar 'U-hum' e eu respondi: 'Ã-hã'.
Será que eu deveria ter falado um pouco mais? Será que fui muito evasiva? Ai, amiga! Estou tão apaixonada!
Estou resolvida! Amanhã vou perguntar se ele não gostaria de me mostrar o Rio de Janeiro no final de semana.
Quanto ao resto, bem... Ando com muita enxaqueca.
Acho que vou quebrar meu regime hoje. Estou fazendo uma sopa de legumes. Espero que não me engorde demais.

Sexta-Feira:
Amiga! Estou arruinada! Ontem à noite não resisti e me empanturrei. Coloquei bastante batata-doce na sopa, além de couve, repolho e beterraba. Menina, saí de casa que parecia um caminhão de lixo.
Como eu peidava! (nossa! Você não imagina a minha vergonha de contar isto, mas se eu não desabafar, vou me jogar pela janela!). No metrô, durante o trajeto para o trabalho, bastava um solavanco para eu soltar um daqueles que nem eu mesma suportava. Teve um momento em que alguém dentro do trem gritou: “Aí! Peidar até pode, mas jogar merda em pó dentro do vagão é muita sacanagem!” Uma senhora gorda foi responsabilizada. Todo mundo olhava para ela, tadinha.
Ela ficou vermelha, ficou amarela, e eu aproveitava cada mudança de cor para soltar outro. O meu maior medo era prender e sair um barulhento. Eu estava morta de vergonha.
Desci na estação e parei atrás de uma moça com um bebê no colo, enquanto aguardava minha vez de sair pela roleta. Aproveitei e soltei mais um. O senhor que estava na frente da mulher com o bebê virou-se para ela e disse:
“Dona! É melhor a senhora jogar esse bebê fora porque ele está estragado!”
Na entrada do prédio onde trabalho tem uma senhora que vende bolinhos, café, queijo, essas coisas de camelô. Pois eu ia passando e um freguês começou a cheirar um pastel, justo na hora em que o futum se espalhou.
O sujeito jogou o pastel no lixo e reclamou: “Pô, dona Maria! Esse pastel tá bichado!”
Entrei no prédio resolvida a subir os dezesseis degraus pela escada. Meu azar foi que o Marcelo ficou segurando a porta, esperando que eu entrasse. Como não me decidia, ele me puxou pelo braço e apertou o botão do meu andar. Já no terceiro andar ficamos sozinhos. Cheguei a me sentir aliviada, pois assim a viagem terminaria mais rápido. Pensei rápido demais... O elevador deu um solavanco e as luzes se apagaram.
Quase instantaneamente a iluminação de emergência acendeu.
Marcelo sorriu (ai, aquele sorriso...) e disse que era a bruxa da sexta-feira. Era assim mesmo, logo a luz voltaria, eu não precisava me preocupar. Mal sabia ele que eu estava mesmo preocupada.
Amiga, juro que tentei prender. Mas antes que saísse com estrondo, deixei escapar.
Abaixei e fiquei respirando rápido, tentando aspirar o máximo possível, como se estivesse me sentindo mal, com falta de ar. Já se imaginou numa situação dessas?
Peidar e ficar tentando aspirar o peido para que o homem mais lindo do mundo não perceba que você peidou?
Ele ficou muito preocupado comigo e, se percebeu o mau cheiro, não o demonstrou.
Quando achei que a catinga havia passado, voltei a respirar normal. Disse para ele que eu era claustrófoba.
Mal ele me ajudou a levantar, eu não consegui prender o segundo, que saiu ainda pior que o anterior.
O coitado dessa vez ficou meio azulado, mas ainda não disse nada. Abaixei novamente e fiquei respirando rápido de novo, como uma mulher em estado de parto. Dessa vez Marcelo ficou afastado, no canto mais distante de mim no elevador. Na ânsia de disfarçar, fiquei olhando para a sola dos meus sapatos, como se estivesse buscando a origem daquele fedor horroroso.
Ele ficou lá, no canto, impávido. Nem bem o cheiro se esvaiu e veio outro. Ele se desesperou e começou a apertar a campainha de emergência. Coitado! Ele esmurrou a porta, gritou, esperneou, e eu lá, na respiração cachorrinho.
Quando a catinga dissipou, ele se acalmou.
As lágrimas começaram a escorrer pelos meus olhos. Ele me viu chorando, enxugou meus olhos e disse:
“Meus olhos também estão ardendo...” Eu juro que pensei que ele fosse dizer algo bonito. Aquilo me magoou profundamente. Pensei: Ah é Desgraçado? Então acabou a respiração cachorrinho... Depois disso, no primeiro ele cobriu o rosto com o paletó. No segundo, enrolou a cabeça. No terceiro, prendeu a respiração, no quarto, ele ficou roxo. No quinto, me sacudiu pelos braços e berrou: “Mulher! Para de se cagar!” Depois disso ele só chorava. Chorou como um bebê até sermos resgatados, quatro horas depois.
Entrei no escritório e pedi minha transferência para outro lugar, de preferência outro País.
Amiga, apague este e-mail depois de ler, tá?
Se eu tenho vergonha de achar graça em bobagens como essa? Não, não.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Jaz


E jaz...
Jaz o Michael Jackson!
O bizarro Michael;
O falido Michael;
O outrora talentoso e genial Michael;
O inovador Michael;
O único, inconfundível Michael;
O que foi afinado e dançante Michael;
O decadente Michael...

Quem nunca brincou de Thriller?
Quem nunca tentou fazer os seus passinhos?
Quem nunca tentou imitar os gritinhos?
Quem nunca se esbaldou ao som de algum dos seus hits?
Quem não se assustou e se chocou com o monstro que ele foi virando???

Tudo bem, não achava que ele ir ficar velhinho enrugado e de cabelos brancos, mas foi meio repentino o negócio.
Pena não ter dado tempo do ídolo esquisitão ter feito sua última turnê, de verdade. Quem sabe não seria o retorno do Deus, do Rei do Pop!
Certamente sua trajetória de sucessos e escândalos vai ficar por aí.

De qualquer forma é muito melhor do lembrar do artista, da sua contribuição para a música. O cara foi e é uma figura histórica, que bateu recordes de venda e de público pelo mundo todo, além de ter influenciado inúmeros outros artistas. E isso definitivamente não é pra qualquer um.
Que ele seja bem vindo a verdadeira Terra do Nunca! Que lá ele seja mais feliz.
Afinal, ele só pode ter ido pra lá.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Bom

É bom quando percebemos que certas mágoas não existem mais (ufa!).
Muito bom quando dá pra sacar a tempo, que certas coisas são pequenas pra muita chateação e bafafá.
Bom quando pessoas mudam mas nem tanto.
Bom quando dá tempo de não perder tanto tempo mais.
Bom quando certos sentimentos não morrem, se abalam mas não morrem.
Bom ter uma chance, aceitar, retribuir...
Bom e viva!
Ao que é Bom e ao Reencontro.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sobre primeiras coisas

Falei dia desses aqui sobre o meu primeiro emprego. Pensando nessa coisa de primeira vez lembrei algo que na maioria dos casos é inesquecível, pelo menos para as mulheres. O Primeiro Beijo, em alguns casos MA-RA-VI-LHO-SO! Acompanhado de frio na barriga, sentimentos de afeto, ansiedade, expectativa, insegurança, curiosidade...
Isso tudo junto pode dar em uma experiência ótima, ou não. Como foi o meu caso.

O caminho para conseguir o tal Primeiro Beijo foi como de muita gente. Como descrevi em outro post eu não era a garotinha mais linda do mundo inteiro, nem do bairro inteiro, escola inteira ou da rua inteira. Pelo contrário eu era feinha e ninguém era apaixonado por mim. Aí me utilizei daquele velho recurso para conseguir beijar pela primeira vez: Brincar de “Beijo, Abraço, Aperto de Mão” ou “Salada Mista” ou qualquer outro nome que a brincadeira tenha.

Pois bem, estava eu lá de olhinhos fechados e acabei escolhendo um garotinho, não foi nada combinado, nunca fui boa com jogos e coisas armadas sabe?! Depois de “escolher” o garoto não perdi a oportunidade, disse que escolhia Beijo. Ok abri os olhos e dei de cara com o “garoto da rua de baixo”, chamado André.
O André não era feio nem bonito, eu não o adorava nem o odiava, nós nunca tínhamos brigado nem nada do tipo, então servia. A Experiência não aconteceu ali na hora, chegada em um mistério, ou por causa de um medinho mesmo, marquei um “encontro” para mais tarde.

As 20h00 eu estava no local combinado, tentei ir mais bonitinha, tentei ir com o cabelo mais arrumado, tentei não ter pernocas tão compridas. Até me perfumei!
O "garoto da rua de baixo", o André, chegou atrasado. Ponto negativo pra ele, mas isso não foi nada perto do que estava por vir.
Acontece que era a minha primeira vez beijando e claro criei um monte de expectativas, queria um clima mais romântico. Tudo bem, o beco onde estávamos não ajudava, mas poxa vida! O "garoto da rua de baixo" era muito afoito, já chegou com uma cara estranha, e com aquela mão bem aberta querendo me pegar, mas isso também não foi o pior.

"O garoto da rua de baixo" tinha acabado de jantar.
Como eu sei?
Sei por que senti. Ele não escovou os dentes.
"O garoto da rua de baixo" jantou arroz, feijão e bife (acho que um bife meio duro, me pareceu pelo gosto) e bebeu Café com Leite.
Foda a mistura da janta com o CAFÉ COM LEITE, foda e nojento também, mas isso ainda não foi o pior.

O pior? O pior foi aquele arroz, aquele grão de arroz, provavelmente estava alojado em algum buraco de algum dente e bem na hora do beijo ele, o grão de arroz, decidiu “passear”. Ele fez o trajeto da boca do "garoto de rua de baixo" até a minha, sem a menor cerimônia. Um grão de arroz inteiro, banhado de café com leite. Sim, eu não tinha prática não soube o que fazer, mordi, mordi aquele grão de arroz.
Arg!!! Que nojo! Que nojo! Que nojo!
Depois disso larguei o "garoto da rua de baixo" e sai correndo com a minhas pernocas compridas e meu cabelo descabelado.

Se eu fiquei com algum trauma?
Só de café com leite, até hoje não tomo de jeito nenhum. Nojo, muito nojo, até do cheiro.
Mas sim, foi inesquecível.
Nojentamente inesquecível!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Gripada


Estragada
Meio passada
Desatenta
E sonolenta

Voz estranha
Meio fanha
E cansada
Até parada

Sem passagem na garganta
Sem vontade ou elegância
E sem culpa por não rimar
Nem ânimo pra pensar

Vou ficando por aqui
Deixo assim
Sem terminar

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Festa do Teatro


Vocês já ficaram sabendo, heim, heim, heim??? Da Festa do Teatro????
Que esquema bacana! Muitos, vários ingressos gratuitos para espetáculos teatrais variados, em tudo quanto é canto.
São mais de 30 mil ingressos para uma penca de espetáculos. Que loucura heim!!!
Segundo Hugo Possolo, diretor dos Parlapatões, 98% dos espetáculos em cartaz aderiram ao projeto.
É peça que não acaba mais!

É por essas e outras que amo São Paulo.
Tudo bem tem o trânsito, tem esse jeitão cinza de ser que a cidade tem, e todos os problemas, bota problema nisso. Mas por aqui acontece dessas coisas. Tem mostras e festivais de cinema a preços irrisórios, tem exposição gratuita em um monte de lugares, tem bibliotecas a rôdo, tem parques, tem quilos e quilos e mais quilos e toneladas de bares, botecos, restaurantes, baladas, espetáculos de rua e por aí vai.

Você acha que isso é bobagem?! Não é não. Imagina só se você morasse em "Conceição do Mato Verde". Uma cidade linda, calma, cheia de arvores, ar puro, uma pracinha com coreto, velhinhos, criancinhas, uma sorveteria, um botequim, bicicletas como meio de transporte, uma barbearia, muitos passarinhos, riacho com patos, brisa constante, cheiro de mato e tédio, muito tédio.
Nenhum barulho de carro, nenhuma buzina de motoqueiro, nenhuma livraria, nem cinema, nem teatro, nem pistas de dança, nem cantinas, nem festas na rua meu Deus!!! Socorro!!!

Ah! Conceição do Mato Verde é uma cidade chatíssima e fictícia.
Acessa a programação da Festa do Teatro e seja feliz !!!!
www.festadoteatro.com.br

terça-feira, 16 de junho de 2009

Composição

Lá é tudo Marrom
Marrom em Tom-Sur-Tom
Mas, tudo Marrom

Aí colocaram uma plantinha
Para aliviar
Melhorar
Animar

Na tentativa de colorir
Mas de forma harmônica e sóbria, até de mais!

Ficou tudo meio cru
Continuou tudo meio cru
E o que é cru não tem gosto bom
Não ao meu gosto

Bom, pelo menos gosto de Marrom
 
Era pra ser Ursula. Design by Exotic Mommie. Illustraion By DaPino