Falta de atenção não cura com banho de Manjericão, pena. É que tem aqui na hortinha e como não tenho comido massa, seria útil. Fútil mesmo é pensar que não faz diferença, um oi, recado, um agrado. Bobo de verdade é deixar passar carinho em dia nublado. Senhor São Pedro, mande essa garoa pro ex pseudo namorado? Clarear as ideias, entender os recados... Mais nada não, tô pedindo pouco na oração. Pouco, como tem sido o calor recebido. Sem sorte nesse jogo, sem saber qual é a do peão, qual o bicho do dia na tradução do sonho, vou deixando de apostar. Não arriscando, deixo de errar. Tá, não é assim uma beleza desistir, desfarrear, passinho pra lá. Mas é que par se faz com dois, desde sempre até depois.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
E é de graça essa Exposição
Nêgo acha que é exposição ir por aí pegando sua mão. Filho, né não. Exposição mesmo é o povo que se pega, o povo que se ama, ali pelo metrô. Manja? Chamego de estação? No meio da confusão. Daquela passação, de gente, e de mão. Mesmo com toda aquela iluminação. Abuso não? Fica faltando então, só moldura, caixa de vidro, pra valorizar a apreciação. De quem passa e fica só na butuca. Tem gente que até joga uma uruca. Invejinha né? De quem ama assim em meio ao coletivo, ato de coragem com requintes de estrelismo. As senhoras recatadas dizem: isso é um absurdo. Os caras de rabo de olho pensam: ah se fosse comigo. As minas bonitinhas e sozinhas relutam com o recalque. E seguimos todos, passando rápido, sempre com pressa, sempre atrasados.
É louco, é lindo, semeia esperança, ver que tem gente que tira da balança o peso do relógio, que não nos deixa parar sequer pra amar ou pra se amassar. É legal, um barato, sobe o astral, ver que ainda existe casal, que se pega, que se gosta, que se expõe no meio de toda gente, e que parece ficar contente em mostrar que independente do teto, ou não teto, o que vale é espalhar afeto. Artigo de luxo que pasmem é tão baratinho, e se der pra dar ou receber, mesmo que um pouquinho, vai fazendo do mundo um lugar bem, bem mais bonitinho, gostosinho.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Molhe a bundinha coração!
No último final de semana o Amor foi ali, dar um rolê no litoral.
Um bronze, uma luz, água com sal, não faz nada.
Nada mal.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Esse sim é sobre mim ou Enfie esses rótulos.
Flávia
do Jd. Macedônia, da Cia. Encena, filha da Marinalva e do Barbosa, irmã do
Wagner, tia do Caio, parente dos Pernambucanos.
Ana Flávia em consultórios e cursos.
Flávia D’Álima em roteiros e divulgações.
Flávia que come o mesmo lanche, chupa o mesmo sorvete, vai à mesma cabeleireira, à mesma depiladora e ao mesmo podologo. Repete, repete, repete.
Flávia que sempre que dá anda em bando (bandinho na verdade). Que ama shows. Que não tem Whatsapp. Que ri alto. Que é dependente dos amigos e não gosta de ficar só. Que bate perna. Gosta de piadas toscas. É chegada em uma dançada. Não dispensa um boteco. Deve em demasia. É meio travesti. Não rouba, espanca ou assassina ninguém, embora sinta vontade às vezes.
Pronto. Quase só isso. Quase.
Nos últimos dias ouviu que é: Flá, Flavinha, miga, prófi, lesada, diva, musa, incrível, criatura, patética, não confiável, falsa, desrespeitosa, mentirosa, vendedora de sapatos até, sapatos que o cliente não quer.
Tomar para si o que não é seu o que não te representa, não é gostoso, saudável, honesto nem recomendado. Deve engordar, porque em mim o que é ruim também engorda. Lidar com acusações e julgamentos precipitados não é tarefa fácil, sei lá ontem tem esse manual, nem quero ler na verdade. Os rótulos que vão colocando na gente deviam ser mais coloridos, divertidos, ter menos cola, devíamos comprar os rótulos talvez, assim não teria engano, a gente punha na testa! Tudo certo, esclarecido.
Ok, aceito o mentirosa já que minto por profissão, fico com os rótulos carinhosos também porque não sou assim tão tonta, o resto dispenso, mando embora, jogo na caçamba, leve no seu caminhão. Pesando aqui no coração? Quero não.
Ana Flávia em consultórios e cursos.
Flávia D’Álima em roteiros e divulgações.
Flávia que come o mesmo lanche, chupa o mesmo sorvete, vai à mesma cabeleireira, à mesma depiladora e ao mesmo podologo. Repete, repete, repete.
Flávia que sempre que dá anda em bando (bandinho na verdade). Que ama shows. Que não tem Whatsapp. Que ri alto. Que é dependente dos amigos e não gosta de ficar só. Que bate perna. Gosta de piadas toscas. É chegada em uma dançada. Não dispensa um boteco. Deve em demasia. É meio travesti. Não rouba, espanca ou assassina ninguém, embora sinta vontade às vezes.
Pronto. Quase só isso. Quase.
Nos últimos dias ouviu que é: Flá, Flavinha, miga, prófi, lesada, diva, musa, incrível, criatura, patética, não confiável, falsa, desrespeitosa, mentirosa, vendedora de sapatos até, sapatos que o cliente não quer.
Tomar para si o que não é seu o que não te representa, não é gostoso, saudável, honesto nem recomendado. Deve engordar, porque em mim o que é ruim também engorda. Lidar com acusações e julgamentos precipitados não é tarefa fácil, sei lá ontem tem esse manual, nem quero ler na verdade. Os rótulos que vão colocando na gente deviam ser mais coloridos, divertidos, ter menos cola, devíamos comprar os rótulos talvez, assim não teria engano, a gente punha na testa! Tudo certo, esclarecido.
Ok, aceito o mentirosa já que minto por profissão, fico com os rótulos carinhosos também porque não sou assim tão tonta, o resto dispenso, mando embora, jogo na caçamba, leve no seu caminhão. Pesando aqui no coração? Quero não.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Metáfora "Pulguistica"
O problema das pulgas não é se só o fato de se alimentarem de sangue, o que eu considero um habito desagradável, com exceção da Galinha Cabidela, claro. Nem de afetar animaizinhos de estimação, diminuindo a qualidade de vida dos hospedeiros, ou a mania chata de provocar picadas, coceira, transmitir vermes e desencadear processos alérgicos. O pior também não é o gosto das bichas por orelhas,um agravante já que biju nenhuma orna com esse inseto, você
pode rodar a 25 de Março inteira, não encontra! O problema mesmo, é que elas
pulam, o tempo todo pulam, não precisam de asas pra alcançar nada, pra chegar a
lugar nenhum, elas vão quicando sabe? Divertidamente, tirando a maior onda da
nossa cara, certeza. Definitivamente o mundo não é um lugar justo.
sábado, 16 de agosto de 2014
Micro Voltando
Sequer tenho carteira de motorista, mas desligada, desavisada, desembestada, vou seguindo; guiando acelerada, nessa estrada que vai só até ali.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Pra casa agora eu vou?
Pra quem falta tempo, pra quem falta coragem, e fica ali ó, só com cara
de paisagem, evitando se expor, na economia, de sentimento, de desdobramento,
pra um coisa só, que é infinita, e particular como canta a Marisa, tenha dó!
Você.
Por que eu não tenho.
Dó ué, acho uó, e só.
Dó que tenho apreço é uma tia de Recife, pronto. E digo mais, Tia Dó que é porreta também não tem dózinha não, de gente que só arrasta, ali mesmo pelo chão.
Seria interessante ver coração dando é bofetão. Aí ia ter gente muito mais esperta, ligada, porque tomar na cara ninguém quer, ainda mais de coração, que male-male bate, que descompassa, que infarta, é meio tonto, vira e mexe precisa de ponte, pra voltar pro mesmo lugar. Passe pra lá, com seu saco de dúvidas, indecisões, aporrinhações. Vá passear, longe, cantante, saltitante, tipo sei lá os sete anões.
Você.
Por que eu não tenho.
Dó ué, acho uó, e só.
Dó que tenho apreço é uma tia de Recife, pronto. E digo mais, Tia Dó que é porreta também não tem dózinha não, de gente que só arrasta, ali mesmo pelo chão.
Seria interessante ver coração dando é bofetão. Aí ia ter gente muito mais esperta, ligada, porque tomar na cara ninguém quer, ainda mais de coração, que male-male bate, que descompassa, que infarta, é meio tonto, vira e mexe precisa de ponte, pra voltar pro mesmo lugar. Passe pra lá, com seu saco de dúvidas, indecisões, aporrinhações. Vá passear, longe, cantante, saltitante, tipo sei lá os sete anões.
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