Blog da Flávia. Cujo nome era pra ser Ursula por vontade da mãe. Bom, isso não aconteceu. Graças!!!
Este espaço foi criado para que eu possa registrar minhas bobagens e não bobagens. Verdadeiras ou não, afinal estamos na internet não é mesmo?!!
Flávia
do Jd. Macedônia, da Cia. Encena, filha da Marinalva e do Barbosa, irmã do
Wagner, tia do Caio, parente dos Pernambucanos.
Ana Flávia em consultórios e cursos.
Flávia D’Álima em roteiros e divulgações.
Flávia que come o mesmo lanche, chupa o mesmo
sorvete, vai à mesma cabeleireira, à mesma depiladora e ao mesmo podologo.
Repete, repete, repete. Flávia que sempre que dá anda em bando (bandinho na verdade). Que ama shows. Que não tem Whatsapp. Que ri alto. Que é dependente dos amigos e não gosta de ficar só. Que bate perna. Gosta de piadas toscas. É chegada em uma dançada. Não dispensa um boteco. Deve em demasia. É meio travesti. Não rouba, espanca ou assassina ninguém, embora sinta vontade às vezes. Pronto. Quase só isso. Quase. Nos últimos dias ouviu que é: Flá, Flavinha, miga, prófi, lesada, diva, musa, incrível, criatura, patética, não confiável, falsa, desrespeitosa, mentirosa, vendedora de sapatos até, sapatos que o cliente não quer. Tomar para si o que não é seu o que não te representa, não é gostoso, saudável, honesto nem recomendado. Deve engordar, porque em mim o que é ruim também engorda. Lidar com acusações e julgamentos precipitados não é tarefa fácil, sei lá ontem tem esse manual, nem quero ler na verdade. Os rótulos que vão colocando na gente deviam ser mais coloridos, divertidos, ter menos cola, devíamos comprar os rótulos talvez, assim não teria engano, a gente punha na testa! Tudo certo, esclarecido. Ok, aceito o mentirosa já que minto por profissão, fico com os rótulos carinhosos também porque não sou assim tão tonta, o resto dispenso, mando embora, jogo na caçamba, leve no seu caminhão. Pesando aqui no coração? Quero não.
O problema das pulgas não é se só o fato de se alimentarem de sangue, o que eu considero um habito desagradável, com exceção da Galinha Cabidela, claro. Nem de afetar animaizinhos de estimação, diminuindo a qualidade de vida dos hospedeiros, ou a mania chata de provocar picadas, coceira, transmitir vermes e desencadear processos alérgicos. O pior também não é o gosto das bichas por orelhas,um agravante já que biju nenhuma orna com esse inseto, você
pode rodar a 25 de Março inteira, não encontra! O problema mesmo, é que elas
pulam, o tempo todo pulam, não precisam de asas pra alcançar nada, pra chegar a
lugar nenhum, elas vão quicando sabe? Divertidamente, tirando a maior onda da
nossa cara, certeza. Definitivamente o mundo não é um lugar justo.
Pra quem falta tempo, pra quem falta coragem, e fica ali ó, só com cara
de paisagem, evitando se expor, na economia, de sentimento, de desdobramento,
pra um coisa só, que é infinita, e particular como canta a Marisa, tenha dó!
Você.
Por que eu não tenho.
Dó ué, acho uó, e só.
Dó que tenho apreço é uma tia de Recife, pronto. E
digo mais, Tia Dó que é porreta também não tem dózinha não, de gente que só
arrasta, ali mesmo pelo chão. Seria interessante ver coração
dando é bofetão. Aí ia ter gente muito mais esperta, ligada, porque tomar na cara ninguém quer, ainda mais de
coração, que male-male bate, que descompassa, que infarta, é meio tonto, vira e
mexe precisa de ponte, pra voltar pro mesmo lugar. Passe pra lá, com seu saco
de dúvidas, indecisões, aporrinhações. Vá passear, longe, cantante, saltitante, tipo sei lá os sete anões.
Atenção:
não atire o pau no gato porque isso não se faz.
Por
mais que você ache, pense, acredite que o gato mereça, não, não atire. Não
arranque o pau do gato, não corte suas digitais para que ele não seja
reconhecido. Veja bem, isso não se faz. Você pode abandonar o gato, oras! Arrumar
outro animal, gatos no geral se viram bem sozinhos, eles se lambem até. Esquartejar
o gato? Nem pensar. Não. Não junte as amigas para espancar o gato, arrancar os
dentes com alicate, formação de quadrilha, ocultação de cadáver, não são boas ideias.
Não jogue uma bomba no lugar preferido do gato, outros animais vão pagar por
isso, tá certo? Não, não está. Incendiar a casa do gato? Que ideia mais
absurda! Aí vai presa, as amigas vingativas e espancadoras vão ter que levar
pacotes de cigarro na cadeia, a mãe vai ter que viajar para o interior, gastar
o dinheiro da pensão com hotel pulgueiro, passar por revista nua abaixando em
espelhinho, é bonito isso? Não, não é. Esquartejar o gato com faca desamolada
de cozinha? Como assim? Não né?! Mandar um Pé de Pato (se é que ainda existe Pé
de Pato) dar cabo do gatinho? Gastar as economias com isso? Sei lá, vai pra
Bahia. Cérebro de gato no Rechoud? Eca! Só o Doutor Lecter e veja bem, isso é
cinema ok? Deve atrapalhar a dieta, cagar o intestino.
Se
você fode, assassina, estripa o gato sabe o que acontece? Sua cara vai parar
sem maquiagem, com expressão de doida, raiz do cabelo por fazer, em tudo quanto
é página de tudo quanto é rede social, você vira meme, vale à pena? E tudo isso
por quê? Um gato cagão, nem ronronar ronrona, não se esconde nas suas gavetas, não
se enrosca direito pelas suas pernas, não te enxerga no escuro, não abana o
rabo, ah sim, verdade, é cachorro que abana o rabo né? Que seja. Se liga! O
gatinho nho-nho é nosso amigo go-go, não devemos maltratar os animais. Jamais!