sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Metáfora "Pulguistica"

O problema das pulgas não é se só o fato de se alimentarem de sangue, o que eu considero um habito desagradável, com exceção da Galinha Cabidela, claro. Nem de afetar animaizinhos de estimação, diminuindo a qualidade de vida dos hospedeiros, ou a mania chata de provocar picadas, coceira, transmitir vermes e desencadear processos alérgicos. O pior também não é o gosto das bichas por orelhas,um agravante já que biju nenhuma orna com esse inseto, você pode rodar a 25 de Março inteira, não encontra! O problema mesmo, é que elas pulam, o tempo todo pulam, não precisam de asas pra alcançar nada, pra chegar a lugar nenhum, elas vão quicando sabe? Divertidamente, tirando a maior onda da nossa cara, certeza. Definitivamente o mundo não é um lugar justo.

sábado, 16 de agosto de 2014

Micro Voltando

Sequer tenho carteira de motorista, mas desligada, desavisada, desembestada, vou seguindo; guiando acelerada, nessa estrada que vai só até ali.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Pra casa agora eu vou?


Pra quem falta tempo, pra quem falta coragem, e fica ali ó, só com cara de paisagem, evitando se expor, na economia, de sentimento, de desdobramento, pra um coisa só, que é infinita, e particular como canta a Marisa, tenha dó! 
Você. 
Por que eu não tenho. 
Dó ué, acho uó, e só.
Dó que tenho apreço é uma tia de Recife, pronto. E digo mais, Tia Dó que é porreta também não tem dózinha não, de gente que só arrasta, ali mesmo pelo chão. 
Seria interessante ver coração dando é bofetão. Aí ia ter gente muito mais esperta, ligada, porque tomar na cara ninguém quer, ainda mais de coração, que male-male bate, que descompassa, que infarta, é meio tonto, vira e mexe precisa de ponte, pra voltar pro mesmo lugar. Passe pra lá, com seu saco de dúvidas, indecisões, aporrinhações. Vá passear, longe, cantante, saltitante, tipo sei lá os sete anões.



quinta-feira, 24 de julho de 2014

Reintegração de Posse

Ôu, seu ladrão!
Quero de novo. Todo, inteiro, batendo ligeiro. Meu coração.
Ocupaste só pra causar. E vadiar.
Ah, se danar pra lá! Sei lá com quem, com quantas, em quais terras.
E não vem dizer que era um espaço ocioso, latifúndio improdutivo... Terreno amplo, profundo, divertido. Lembro bem.
Com saneamento, mais que básico, energia, mais que elétrica e até acesso a lazer. É pouco é?
Valor do empreendimento mal ocupado? Como calcular? Dá nem pra sonhar.
Eu mesma não tenho plata, cobre, metal ou moeda nenhuma que dê pra pagar.
E cedi... Pra tal ocupação.
Tontice só.
O alicate que abriu espaço no cercado tava comigo.
Então, putz! Quem é o bandido?

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Não devemos maltratar os animais


Atenção: não atire o pau no gato porque isso não se faz.
Por mais que você ache, pense, acredite que o gato mereça, não, não atire. Não arranque o pau do gato, não corte suas digitais para que ele não seja reconhecido. Veja bem, isso não se faz. Você pode abandonar o gato, oras! Arrumar outro animal, gatos no geral se viram bem sozinhos, eles se lambem até. Esquartejar o gato? Nem pensar. Não. Não junte as amigas para espancar o gato, arrancar os dentes com alicate, formação de quadrilha, ocultação de cadáver, não são boas ideias. Não jogue uma bomba no lugar preferido do gato, outros animais vão pagar por isso, tá certo? Não, não está. Incendiar a casa do gato? Que ideia mais absurda! Aí vai presa, as amigas vingativas e espancadoras vão ter que levar pacotes de cigarro na cadeia, a mãe vai ter que viajar para o interior, gastar o dinheiro da pensão com hotel pulgueiro, passar por revista nua abaixando em espelhinho, é bonito isso? Não, não é. Esquartejar o gato com faca desamolada de cozinha? Como assim? Não né?! Mandar um Pé de Pato (se é que ainda existe Pé de Pato) dar cabo do gatinho? Gastar as economias com isso? Sei lá, vai pra Bahia. Cérebro de gato no Rechoud? Eca! Só o Doutor Lecter e veja bem, isso é cinema ok? Deve atrapalhar a dieta, cagar o intestino.
Se você fode, assassina, estripa o gato sabe o que acontece? Sua cara vai parar sem maquiagem, com expressão de doida, raiz do cabelo por fazer, em tudo quanto é página de tudo quanto é rede social, você vira meme, vale à pena? E tudo isso por quê? Um gato cagão, nem ronronar ronrona, não se esconde nas suas gavetas, não se enrosca direito pelas suas pernas, não te enxerga no escuro, não abana o rabo, ah sim, verdade, é cachorro que abana o rabo né? Que seja. Se liga! O gatinho nho-nho é nosso amigo go-go, não devemos maltratar os animais. Jamais!
Óleo fervente? Pelo amor esse texto acabou.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Myke, Totó, Snoop tanto faz

De quatro. Feito cão mesmo.
Babando até. Como o cão.
Latindo também. Com a boca bem aberta.
Em alerta, como que em guarda. Ainda o cão.
Hora feroz, hora com ladainha.
Ladainha de cão sabe? Aquela choramingação.
Com um circo de muitas pulgas, atrás das duas orelhas pontudas.
Pulgas mágicas, trapezistas, vendedoras de pipoca, palhaças...
Pulgas barbadas, atrizes, bailarinas, acrobatas... 
Entre outras coisas pulgas pulam.
Triste cão.
Pensa torto e tem muita imaginação.
Segue rosnando pra ladrão, que ninguém viu passar, nem sabe onde está.
Agonia de cão, sem ser cão de verdade, daqueles com liberdade, pra vazar por aí, língua de fora, em disparada que é corrida desembestada .
Mas que vive, o não cão,  no disparate de latir, babar, rosnar e abanar rabo até.
Sem pensar no ridículo que é, bancar o cão sendo mulher.


terça-feira, 10 de junho de 2014

Uma escada, por favor?!

E não é que subi. Subi sem querer é verdade. Fui indo, indo. Quando percebi já estava nesse lugar. Claro, vê só! Mas que não é seguro. Teto de telha, que nem é assim tão alto. Mas você aí que está lendo esse textico, por acaso já caiu de um teto de telha? Do teto mesmo já vi caírem, de repente abriu-se um buraco e a pessoa foi-se pra baixo. Pensando na metáfora, sim, já caí também. É, tava lá no tal teto, de bobeira, vacilando, aí veio o buraco. Escuro, estreito, profundo. Ah tenho medo sim, porque uma vez no teto, sempre se corre o risco  do buraco. E em buraco estreito a gente entala. Ave Maria!
Quando você está no teto, perde a paz, vai pisando em falso. No teto a gente se descabela, se desconhece. Quem se julga trabalhado na segurança, fica ali, só sacando o limite, isso é chato... Normalmente limite de teto é curto, não dura muito, com pernas pernudas como as minhas, sei lá, talvez uns seis, sete passos. Gente, sete passos de limite é pouco para o que quer que seja. Mas já tô lá, o que vou fazer? Tô. Lá, aqui, sei lá. Não sei bem da localização do teto, mas tô nele. Por hora não dá pra fazer é nada. Mas tô ligada, viu? Qualquer coisa, me atraco com a escada.   
 
Era pra ser Ursula. Design by Exotic Mommie. Illustraion By DaPino