quinta-feira, 26 de junho de 2014

Myke, Totó, Snoop tanto faz

De quatro. Feito cão mesmo.
Babando até. Como o cão.
Latindo também. Com a boca bem aberta.
Em alerta, como que em guarda. Ainda o cão.
Hora feroz, hora com ladainha.
Ladainha de cão sabe? Aquela choramingação.
Com um circo de muitas pulgas, atrás das duas orelhas pontudas.
Pulgas mágicas, trapezistas, vendedoras de pipoca, palhaças...
Pulgas barbadas, atrizes, bailarinas, acrobatas... 
Entre outras coisas pulgas pulam.
Triste cão.
Pensa torto e tem muita imaginação.
Segue rosnando pra ladrão, que ninguém viu passar, nem sabe onde está.
Agonia de cão, sem ser cão de verdade, daqueles com liberdade, pra vazar por aí, língua de fora, em disparada que é corrida desembestada .
Mas que vive, o não cão,  no disparate de latir, babar, rosnar e abanar rabo até.
Sem pensar no ridículo que é, bancar o cão sendo mulher.


terça-feira, 10 de junho de 2014

Uma escada, por favor?!

E não é que subi. Subi sem querer é verdade. Fui indo, indo. Quando percebi já estava nesse lugar. Claro, vê só! Mas que não é seguro. Teto de telha, que nem é assim tão alto. Mas você aí que está lendo esse textico, por acaso já caiu de um teto de telha? Do teto mesmo já vi caírem, de repente abriu-se um buraco e a pessoa foi-se pra baixo. Pensando na metáfora, sim, já caí também. É, tava lá no tal teto, de bobeira, vacilando, aí veio o buraco. Escuro, estreito, profundo. Ah tenho medo sim, porque uma vez no teto, sempre se corre o risco  do buraco. E em buraco estreito a gente entala. Ave Maria!
Quando você está no teto, perde a paz, vai pisando em falso. No teto a gente se descabela, se desconhece. Quem se julga trabalhado na segurança, fica ali, só sacando o limite, isso é chato... Normalmente limite de teto é curto, não dura muito, com pernas pernudas como as minhas, sei lá, talvez uns seis, sete passos. Gente, sete passos de limite é pouco para o que quer que seja. Mas já tô lá, o que vou fazer? Tô. Lá, aqui, sei lá. Não sei bem da localização do teto, mas tô nele. Por hora não dá pra fazer é nada. Mas tô ligada, viu? Qualquer coisa, me atraco com a escada.   

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Enrosco

Enrosco. Tipo encosto tosco, que não assusta, só vai emaranhando, irritando, ruborizando bochechas, esquentando cabeças.
Enrosco é um saco sacudo, mala pesada de rodinha quebrada, piada de tio desengraçada. Manja? O tio do pavê?
Tem enrosco que não vai, ele não vai, seja no grito, no despacho (Eparrei!), no esculacho.
O enrosco anda na linha do trem, mas não morre o dito, porque existe a tal manutenção.
Salta coração! Pule aí do 9º andar. Só pra aliviar, antes da cara no chão.
E se algo restar do esborracho, reze sim? Por esse descompasso. Suplique aí pela solução. Que venha do céu ou inferno, tanto faz. Companhia do enrosco é que não quero mais.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Alalaô

Não quero chuva, bebida "pôca", saudade que mate. Não quero tontear, vício de errar, carinho a se acabar. Também não quero certezas, tô fora. Vou de sutileza, safadeza. Quero é tatear, pelo escuro claro! Arrepiar, por aqui, aí e lá. Me derramar, assim, bem como não se faz. Não sempre. Quero mais, só do que é gostoso, quero "chêro" e pegada de ursinho carinhoso. Lembra não? Aquele da televisão. E rima boba, de oba, oba, alalaô. Quero é calor no outono, e que não fique morno, por favor, viu? E que fique morno esse Alalaô de Outono!



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Resolução

No geral o problema é que durmo demais...
Passo do tempo, durmo no ponto, só me ligo depois. Sempre atrasada, desligada, ficando pra trás. Perdendo a noção, encarando rejeição, tomando chacoalhão. Né fácil não mermão. O que me salva, às vezes pelo menos, é que sou moça Macedoniense, e tenho dois pés no chão.
Flutuo sim, muito, todo o tempo quase, mas graças, sempre volto pro chão, devido a queda ou por opção.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Pra ficar limpinho?

Vai, varre aqui esse meu chão, com saliva, mão... Deslize, arrisque, ainda que queime. Em troca, sugo, engulo. Teime. Em provocar, arrepiar, experimentar. Teime em molhar. Pernas, dedos, calcinha, como não? Adentre, firmemente, carinhosamente, saia sim? E adentre, e adentre. Entre chêros e apertos, curvas, cabelos, pelos, caetaneando, serpenteando, adentre, saia sim? E adentre. Veja, nada aqui é secreto, nem tão pouco modesto. Nada quer esperar, não precisa espionar, adentre, sai, assim, e adentre. Simples, com mão cheia, chêro fundo, fazendo aqui desse mundo, lugarzinho melhor. Pra passear, repousar, apalpar, saia sim? Assim, e adentre. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Vem ni mim

Ahhhhh o verão...! Que tudo consome, com sua fome de aquecer. Que traz e carrega, brilho, desejo, disposição. Taquicardia ali no coração. Que molha o corpo assim, de dentro pra fora. É luz, muita luz e dá-lhe tesão. De sentir, de querer, assim-assim, bom, gostoso, barato, coisa de língua, de olfato. Eita verão! Que embeleza, faz pensar só em azaração, nessa diversão. Verão de sopro leve, de arrepiar, ali pelo cangote, pela coxa, pelo olhar. Verão que "vem ni mim", e deixa tudo assim nessa de esperar, nessa de gostar, de tentar matar, a tal da fome que não cessa, nem tem tico de pressa, de parar de se alimentar.  
 
Era pra ser Ursula. Design by Exotic Mommie. Illustraion By DaPino